Por trás do evidente desconforto do líder de governo Rosemberg Pinto (PT) com o surgimento do nome de Júnior Muniz (PT) para a 1ª vice-presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) está, na verdade, uma velada disputa de força partidária dentro do PT da Bahia.
A avaliação nos bastidores é que a missão de eleger a correligionária, cuja eleição deve ocorrer nesta quarta-feira (26), virou questão de honra para Rosemberg, inclusive para se manter como uma voz relevante no PED (Processo de Eleição Direta) que vai definir em julho o novo presidente do PT na Bahia.
A candidatura de Muniz, que é ligado ao prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), ganhou corpo nesta terça-feira (25), quando, conforme registrou o Política Livre, ele pediu votos aos colegas e viu a lista de apoiadores crescer, especialmente em razão da dificuldade de trânsito de Fátima até mesmo entre os colegas governistas.
Durante a sessão plenária, sem citar o nome de Júnior Muniz, Rosemberg chegou a sugerir que o colega não tem “legitimidade” para a disputa, já que a bancada do PT havia acordado pelo nome de Fátima Nunes.
“Nós fizemos uma reunião da federação e do PT e escolhemos para assumir essa posição a deputada Fátima Nunes. Ninguém tem legitimidade para colocar o nome pelo Partido dos Trabalhadores para disputar essa posição, senão validado pelo Partido dos Trabalhadores”, disse.
Outro aspecto que preocupa Rosemberg é a sinalização de que a cúpula do governo não estaria disposta a entrar no embate para interceder por Fátima, vide a resistência interna da Casa e ao apadrinhamento de Caetano a Muniz.
Política Livre