Dirigentes de Bahia e Vitória devem participar de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições para discutir os impactos financeiros que uma eventual proibição das apostas online poderá provocar nos clubes de futebol.
O governo federal prepara uma medida provisória relacionada ao setor de apostas, enquanto representantes do futebol discutem alternativas para reduzir os efeitos de uma possível perda de receitas provenientes de contratos de patrocínio com empresas de bets. O texto definitivo da medida ainda não havia sido publicado até esta sexta-feira (25).
Entre as propostas em discussão está a criação de uma linha de crédito com juros reduzidos para os clubes. Também são avaliadas alternativas de renegociação ou ampliação dos prazos para pagamento de dívidas das equipes com a União e bancos públicos.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá participar do programa. Ainda não foram definidos, porém, os valores disponíveis, critérios para adesão nem o formato final das operações de crédito.
Clubes das Séries A e B já vinham discutindo com o governo um programa para renegociação de dívidas antes mesmo de ganhar força o debate sobre novas restrições às bets. Segundo dirigentes ouvidos pelo Estadão, a ideia é que eventuais empréstimos sejam utilizados principalmente para redução de passivos, embora também esteja em discussão a possibilidade de investimentos em infraestrutura.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) acompanha as tratativas, que devem avançar após o período eleitoral. As entidades do futebol argumentam que uma eventual proibição das apostas terá impacto sobre contratos de patrocínio atualmente mantidos por clubes brasileiros.
Levantamento citado pelo A Tarde aponta que empresas do setor destinaram cerca de R$ 1,03 bilhão em patrocínios aos clubes da Série A em 2025. O valor correspondeu a 7,2% da receita total registrada pelas equipes da elite naquele ano.
*Da Redação, com informações do A Tarde e Estadão Conteúdo



