quinta-feira, 1 outubro, 2026 10:22
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Vorcaro relatou suposto pagamento mensal de R$ 1 milhão a grupo ligado a Jaques Wagner

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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em uma proposta de colaboração premiada, que aliados do senador Jaques Wagner (PT-BA) teriam recebido mensalmente R$ 1 milhão em espécie. A proposta apresentada pelo fundador do Banco Master, no entanto, foi rejeitada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por falta de elementos considerados suficientes para corroborar as acusações.

Segundo o relato atribuído a Vorcaro, o valor faria parte de um conjunto de supostos pagamentos que chegaria a R$ 3 milhões por mês e estaria relacionado à operação do Credcesta, cartão de crédito consignado destinado a servidores públicos da Bahia.

Na versão apresentada pelo ex-banqueiro, aproximadamente R$ 2 milhões mensais estariam vinculados a um contrato entre o Banco Master e a PKL One, empresa ligada à exploração do Credcesta. Outros R$ 1 milhão teriam sido entregues em dinheiro a integrantes de um grupo político associado a Wagner.

Vorcaro também mencionou suposta distribuição de lucros e dividendos e contratos que classificou como fictícios. Ele afirmou ainda que Wagner teria participação oculta em operações relacionadas ao Credcesta. As alegações não foram comprovadas pelas reportagens que tiveram acesso à proposta.

O próprio Vorcaro declarou que não teria presenciado diretamente o suposto acordo para os pagamentos. Segundo ele, as informações teriam sido repassadas por seu ex-sócio Augusto Lima.

A defesa de Jaques Wagner negou as acusações e classificou as declarações como falsas e oportunistas. Os advogados afirmaram ainda que o senador nunca teve relação com a PKL One ou com Daniel Vorcaro e negaram atuação de Wagner em favor dos interesses do Banco Master.

A defesa de Augusto Lima também rejeitou as acusações, afirmou que o contrato entre a PKL One e o Master correspondia a serviços efetivamente prestados e classificou o relato de Vorcaro como uma narrativa sem valor probatório.

O caso integra as apurações relacionadas ao Banco Master. Embora Wagner já tenha sido alvo da Operação Compliance Zero, as novas acusações divulgadas agora têm origem em uma proposta de colaboração que não foi aceita pelas autoridades responsáveis pela investigação.

*Da Redação, com informações do Mais Região e CNN Brasil

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