quarta-feira, 7 outubro, 2026 20:01
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Flávio e Lula disputam votos de outros candidatos e miram redução das abstenções

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Com a definição do segundo turno da eleição presidencial, as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciam uma nova etapa de articulações para ampliar suas bases eleitorais. Entre os principais focos estão os votos destinados aos demais candidatos no primeiro turno e os milhões de eleitores que não compareceram às urnas.

Flávio terminou a primeira votação na liderança, com 56.104.268 votos, o equivalente a 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53.876.617 votos, alcançando 45,16%. A diferença entre os dois foi de pouco mais de 2,2 milhões de votos. Somados, os demais candidatos ficaram com 7,81% dos votos válidos.

Nesse cenário, a busca pelo eleitorado dos candidatos que ficaram fora do segundo turno ganha espaço nas estratégias das duas campanhas. Entre eles estão Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Caiado e Zema já anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro nesta segunda etapa da disputa, enquanto outras siglas e lideranças ainda definem seus posicionamentos.

Além da transferência de votos, a abstenção aparece como outro fator importante. Quase 33,5 milhões de eleitores deixaram de votar no primeiro turno, o equivalente a aproximadamente 21% do eleitorado. No Nordeste, a taxa de ausência ficou abaixo da média nacional, com 18,36%.

A mobilização desses eleitores tende a receber atenção especial das campanhas. No caso de Lula, a estratégia inclui ampliar a participação em regiões onde o presidente obteve votação expressiva, além de buscar crescimento em áreas nas quais teve desempenho menor. A campanha petista também iniciou articulações com lideranças regionais de partidos que não adotaram apoio nacional a uma das candidaturas.

Já Flávio Bolsonaro busca ampliar as alianças construídas após o primeiro turno e incorporar ao seu grupo políticos e partidos que apoiaram outras candidaturas na primeira etapa da eleição. Com a diferença apertada entre os dois concorrentes, a disputa pelos eleitores ainda não alinhados e a tentativa de diminuir as abstenções devem ocupar espaço central na campanha até o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

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