quarta-feira, 16 setembro, 2026 12:32
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Medo da violência faz mulheres mudarem hábitos, trajetos e até oportunidades de trabalho, aponta pesquisa

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O medo da violência interfere diretamente na rotina e nas escolhas das mulheres brasileiras. Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (16) mostra que 98% das entrevistadas adotam algum tipo de estratégia no dia a dia para reduzir o risco de sofrer agressões ou outros crimes.

O levantamento “Segurança das Mulheres: Percepção da Sociedade Brasileira sobre Violência”, realizado pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, aponta ainda que 78% das mulheres afirmam já ter sofrido pelo menos um tipo de violência.

Entre as medidas de proteção mais adotadas, 90% dizem evitar determinados locais, 88% deixam de compartilhar informações pessoais ou a localização nas redes sociais e 84% evitam utilizar o celular na rua. Outras 83% costumam avisar alguém sobre seus deslocamentos e horários, mesmo percentual das que evitam sair à noite.

A insegurança também interfere no lazer. Segundo a pesquisa, 62% das mulheres já mudaram hábitos por medo da violência e 58% deixaram de frequentar lugares de que gostavam. Mais da metade, 56%, já optou por algum meio de transporte em vez de fazer pequenos trajetos a pé por receio de situações de risco.

Os impactos chegam ainda à vida profissional e acadêmica. Entre as entrevistadas, 45% afirmaram que já deixaram de aproveitar alguma oportunidade de trabalho ou estudo devido ao medo da violência. Outras 44% já consideraram mudar de bairro ou cidade em busca de maior segurança.

A sensação de insegurança é relatada por 94% das mulheres entrevistadas, contra 84% dos homens. Em pontos de ônibus e estações, 42% das mulheres afirmam não se sentir nada seguras. Em bares, festas e baladas, o percentual chega a 41%.

O levantamento também aponta que 78% das mulheres já sofreram pelo menos uma forma de violência. Para as entrevistadas, medidas como ampliação dos canais de denúncia, melhoria da iluminação, transporte e espaços públicos, além da criação de políticas específicas de proteção, estão entre as principais ações consideradas necessárias.

A pesquisa ouviu 1.500 pessoas com 16 anos ou mais, de todas as regiões do Brasil, entre 22 e 30 de abril de 2026. As entrevistas foram realizadas digitalmente, por autopreenchimento, e a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.

*Da Redação, com informações da Agência Brasil

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