Dados do IBGE mostram redução da desocupação no Brasil, mas economistas apontam sinais de desaceleração no mercado de trabalho.
Por Redação Portal RMS
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, atingindo o menor índice já registrado para esse período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre encerrado em junho, utilizado como referência para comparação, o indicador estava em 5,4%.
O resultado ficou dentro das expectativas do mercado financeiro, que projetava uma taxa de 5,2%. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, quando o desemprego estava em 5,6%, também houve redução. Segundo o IBGE, aproximadamente 5,6 milhões de brasileiros estavam desempregados no período analisado, o menor contingente para um terceiro trimestre desde o início da pesquisa.
Apesar dos números positivos, economistas observam sinais de perda de ritmo na geração de oportunidades de trabalho. O cenário está relacionado, entre outros fatores, à manutenção de juros elevados, utilizados como instrumento de controle da inflação. Embora a atividade econômica continue sustentando níveis relativamente baixos de desemprego, há preocupação com a capacidade de manter o crescimento das contratações nos próximos meses.
Outro fator que influencia os indicadores é o envelhecimento da população brasileira. Com a saída de parte dos trabalhadores do mercado e a redução do número de pessoas que procuram emprego, a taxa de desocupação pode apresentar queda sem necessariamente representar aumento proporcional nas contratações. Pela metodologia do IBGE, somente são consideradas desempregadas as pessoas com 14 anos ou mais que estão sem ocupação, disponíveis para trabalhar e buscando uma oportunidade.
Os dados também são divulgados em um momento de mudanças nas relações de trabalho, impulsionadas pelo avanço das plataformas digitais e pelo debate sobre a redução da jornada semanal. Em 2025, aproximadamente 2 milhões de brasileiros exerciam atividades principais ou secundárias por meio de aplicativos de serviços. Para especialistas, os próximos levantamentos serão importantes para avaliar a continuidade da redução do desemprego e os efeitos das transformações econômicas sobre o mercado de trabalho nacional.
Com informações do Política Livre, Folhapress e IBGE.


